COLABORE COM O PEQUENO COTOLENGO

Música como instrumento de terapia

27/4/2018
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O Pequeno Cotolengo tem uma nova especialidade dentro do atendimento multidisciplinar que oferece aos moradores. É a Musicoterapia, que usa a música como ferramenta terapêutica.

A musicoterapeuta, Camila Mascaro Guiesi, iniciou os trabalhos na instituição há 2 meses e está atendendo uma média de 60 moradores nesse período de adaptação e definição de objetivos.

 Camila explica que o foco da musicoterapia é trabalhar com os instrumentos e musicalidade buscando melhorias nos pacientes. “Usamos do repertório específico de cada um e de demandas específicas para estabelecer objetivos, como por exemplo: trabalhar a comunicação, a motricidade fina e a concentração. Por isso, a musicoterapia é diferente de uma aula de música que visa apenas o lado artístico ou lúdico. Ela trabalha de forma terapêutica, visando a melhoria conforme os objetivos identificados para cada morador paciente”.

Entre os benefícios do tratamento estão a conquista da autonomia e independência, a melhoria da comunicação e interação em grupo, questões afetivas e de responsabilidade com o outro e com os próprios instrumentos de trabalho, melhoria na coordenação motora e melhoria cognitiva.

Dentro do Pequeno Cotolengo serão duas principais formas de atuação: a terapia em grupo onde serão trabalhadas questões de escuta ao outro, saber dividir, trocar, saber o seu papel dentro do coletivo, afeto e ajuda mútua, e a terapia individual para alguns moradores, nos quais se perceba a necessidade de tratar questões de memória afetiva, atenção, agitação e etc.

Com o trabalho realizado até aqui, a musicoterapeuta já conseguiu perceber resultados positivos nos novos pacientes: “Nos lares onde os moradores são mais agitados, já consigo perceber que a música traz a eles uma ocupação, um foco de suas atenções, diminuindo até a agressividade de alguns”, conta Camila.

Para a melhoria do atendimento, a instituição está em busca de novos instrumentos e materiais adaptados para que mais moradores possam participar da terapia. “Não queremos focar nas dificuldades do morador e sim no potencial, então os materiais adaptados vão auxiliar para que essa não seja uma atividade restritiva e que todos que têm esse interesse possam participar”.

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