Solução de IA é integrada ao sistema hospitalar das Unidades São Luis Orione e Santa Terezinha, ampliando a segurança dos Pacientes e apoiando as equipes assistenciais com informações em tempo real.
Antecipar riscos antes que eles se transformem em complicações graves é o objetivo da nova solução de inteligência artificial implementada pelo Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo em parceria com a healthtech brasileira Munai Health. Integrada ao sistema de gestão hospitalar das Unidades Hospitalares São Luis Orione e Santa Terezinha, a tecnologia monitora continuamente informações dos pacientes e emite alertas em poucos minutos quando identifica situações que exigem atenção das equipes assistenciais, contribuindo para intervenções mais rápidas e seguras.
A solução auxilia os profissionais na identificação precoce de riscos clínicos, como alterações respiratórias, sinais de infecção, oscilações importantes de pressão arterial, piora neurológica e outras situações que podem indicar agravamento do quadro de saúde. A proposta é apoiar a tomada de decisão das equipes e ampliar a segurança durante toda a internação.
Referência nacional em cuidados prolongados, área que exige acompanhamento contínuo e monitoramento constante da evolução clínica dos pacientes, o Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo incorporou a nova tecnologia como parte de sua estratégia de qualificação permanente da assistência. Primeira Organização sem fins lucrativos da América Latina a receber a acreditação da Joint Commission International (JCI), a Organização busca utilizar a inovação como ferramenta para fortalecer a qualidade do cuidado e a segurança dos pacientes.
A iniciativa marca uma nova etapa da transformação digital do Pequeno Cotolengo, reunindo recursos voltados à identificação antecipada de deterioração clínica, previsão de necessidades assistenciais e apoio à tomada de decisão das equipes, sem abrir mão do que sempre esteve no centro de sua atuação: o cuidado humanizado.
Para Diogo Azevedo, diretor executivo da Organização, a parceria reflete uma visão estratégica sobre o futuro do cuidado. “Excelência assistencial não é algo estático. É uma construção contínua. Essa parceria reforça nosso compromisso em buscar soluções que apoiem nossas equipes, ampliem a segurança dos pacientes e fortaleçam a sustentabilidade da operação sem perder aquilo que sempre esteve no centro da nossa atuação:o cuidado seguro, eficiente e humanizado.”
Na prática, a inteligência artificial analisa automaticamente informações como sinais vitais, exames, evolução do quadro clínico e registros realizados pelas equipes. Quando identificada alguma alteração com risco de agravamento, como alterações respiratórias, oscilações de pressão arterial, sinais de infecção ou piora neurológica, o sistema envia alertas em menos de dois minutos para que os profissionais possam atuar com o máximo de agilidade possível. O sistema funciona de forma contínua e automatizada, sem necessidade de ajustes manuais, com capacidade para acompanhar simultaneamente até dez mil pacientes e processar até cem mil registros por minuto. O diretor técnico, Dr. Tiago Kuchnir, reforça que a tecnologia atua como suporte adicional às equipes. “O sistema funciona como um apoio para os profissionais. Ele consegue analisar rapidamente milhares de informações e sinalizar quando algo foge do esperado, ajudando a equipe a agir mais cedo e com mais segurança para o paciente. Isso contribui para reduzir riscos, agilizar decisões e melhorar a qualidade do cuidado oferecido durante toda a internação.”
Além do monitoramento contínuo, a parceria prevê o desenvolvimento de uma ferramenta de apoio à organização e ao preenchimento padronizado das informações clínicas no sistema de gestão hospitalar, reduzindo possíveis falhas nos registros, melhorando a comunicação entre os profissionais e otimizando o tempo das equipes. A solução também permitirá localizar rapidamente protocolos, orientações e informações clínicas relevantes para apoiar decisões assistenciais.
Para Paula Bortoleto, gerente de Qualidade, Segurança do Paciente e Tecnologia da Informação do Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo, a iniciativa fortalece uma cultura assistencial já consolidada na Organização. “A segurança do paciente é construída diariamente por meio de processos bem definidos, monitoramento contínuo e tomada de decisão baseada em evidências. A inteligência artificial amplia nossa capacidade de identificar riscos precocemente e agir de forma preventiva, agregando mais uma camada de segurança ao cuidado e apoiando as equipes naquilo que é mais importante: oferecer uma assistência cada vez mais segura e qualificada.”
A gerente destaca que a tecnologia também representa um avanço importante na utilização estratégica dos dados assistenciais. “Os hospitais produzem diariamente um volume muito grande de informações. A inteligência artificial nos permite transformar esses dados em alertas e insights úteis para as equipes assistenciais, entregando informações relevantes no momento certo e contribuindo para processos mais integrados, eficientes e seguros.”, reafirma Paula.
O projeto prevê ainda o desenvolvimento de uma solução específica para o acompanhamento de pacientes com AVC, voltada à identificação precoce de complicações e ao planejamento mais preciso das condutas assistenciais. Para o Dr. Hugo Morales, diretor médico da Munai, o Complexo reúne as condições ideais para esse tipo de iniciativa. “O verdadeiro valor da inteligência artificial em saúde não está apenas na tecnologia em si, mas na capacidade de transformar informação em ação clínica no momento certo. O Pequeno Cotolengo possui uma cultura assistencial extremamente sólida, e isso cria o ambiente ideal para projetos que unem inovação, segurança e impacto real no cuidado.”
A implementação será realizada em quatro fases ao longo de seis meses, com etapas de integração dos dados, desenvolvimento da tecnologia, validação dos sistemas e implantação completa da plataforma assistencial. A infraestrutura opera em nuvem, com autenticação rigorosa, controle de acesso por credenciais e sistema integrado exclusivamente na rede interna da Organização, garantindo segurança e conformidade com os padrões de proteção de dados em saúde. A integração entre os sistemas é realizada por meio dos padrões internacionais HL7 e FHIR, que permitem a troca segura e padronizada de informações clínicas entre diferentes sistemas hospitalares.





