Acolhimento

Cuidar das pessoas e transformar vidas

Acolhimento

O Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo acolhe, atualmente, mais de 240 pessoas com múltiplas deficiências – que estavam em situação de risco e/ou abandono familiar – e asiladas hospitalares. Os Assistidos têm idades variadas e são de diversas localidades do Paraná. Aqui, eles encontram um lugar adequado para viver, cuidado e muito amor.

Para atendê-los, são 4 grandes lares e 8 casas lares, além de uma unidade hospitalar de cuidados prolongados. Em todos os locais, a assistência é 24 horas por dia, durante os 7 dias da semana.

Os Grandes Lares acolhem assistidos que possuem níveis de comprometimento cognitivo maiores e exigem cuidados mais complexos. São eles: 

  • Lar Anjo da Guarda

O Lar Anjo da Guarda acolhe 35 pessoas de todos os sexos, entre 3 a 60 anos. Todos com múltiplas deficiências, como físicas e intelectuais, com uma maior complexidade, que fazem o uso de gastrostomia e traqueostomia. Neste Lar, os Assistidos têm dependência para realizar atividades da vida diária (AVD).

Inaugurado em 1990, o prédio era inicialmente, um berçário, para abrigar os nossos “Anjos da Guarda”, nome mantido até hoje para este Grande Lar do Pequeno Cotolengo.

  •  Lar Maria de Nazaré
São 54 mulheres, entre 20 e 80 anos, diagnosticadas com deficiência física e intelectual, de moderada a grave. Todas com algum grau de dependência para atividades da vida diária (AVD).

O Lar Maria de Nazaré foi o segundo a ser inaugurado no Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo, em 1977.

  • Lar São Francisco

O Lar acolhe 31 homens de 30 a 90 anos, com múltiplas deficiências, alguns fazem o uso de gastrostomia e traqueostomia, com comprometimento neurológico e físico, sendo 98% cadeirantes. Todos com dependência total para atividades da vida diária (AVD).

O Lar São Francisco foi inaugurado em 1984, destinado a acolher apenas rapazes, tradição mantida até hoje.

  •  Lar Divina Providência

Este lar é exclusivamente masculino. São ao todo, 22 homens, entre 20 e 60 anos, diagnosticados com deficiência física e intelectual, de moderada a grave. Todos com algum grau de dependência para atividades da vida diária (AVD).

O Divina Providência foi o último Grande Lar a ser inaugurado, no ano de 2003. O nome é uma homenagem à fé inabalável de São Luis Orione, de que a sabedoria de Deus sempre o guiaria para o caminho do bem e da caridade.

CASAS LARES

O Projeto Casas Lares inaugurou em 2003, oito residências para aumentar o atendimento e ampliar a qualidade de vida dos Assistidos que possuem maior nível de autonomia.

  • CASA LAR DOM GASPAR GOGGI

 A Casa Lar Dom Gaspar Goggi é exclusiva para menores de 18 anos, acolhe 8 Assistidos do sexo misto, com idade entre 9 e 13 anos, com múltiplas deficiências, que tem algum grau de dependência para atividades da vida diária (AVD).

O nome do Lar é uma homenagem ao Servo de Deus, que era professor por dom e sacerdote por carisma. Seu amor por fazer o bem, o levou a seguir os passos de Dom Orione. Faleceu aos 31 anos, com apenas 4 de profissão religiosa. Foi descrito pelo nosso fundador como um “santo estudioso, tão piedoso que morreu com fama de santidade”.

  • CASA LAR IRMÃ MARIA PLAUTILLA CAVALLO

Este Lar exclusivamente feminino, acolhe oito mulheres de 40 a 60 anos. São Assistidas com maior grau de autonomia, com deficiência física e/ou intelectual de leve a moderada. Todas têm muita afinidade e se sentem como uma família. Elas adoram socializar, conversar entre si e bater um papo com visitantes e funcionários.

O nome do Lar é uma homenagem à Lúcia Cavallo, que ingressou na Congregação das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, o ramo feminino da família religiosa orionita, e fez seus votos religiosos pelas mãos do nosso santo fundador. De saúde frágil, Irmã Maria faleceu no Pequeno Cotolengo Paverano de Gênova, em meio às crianças que tanto amou.

  • CASA LAR DOM CARLOS PENSA

O Lar é exclusivamente masculino, e acolhe oito homens de idades que variam entre 30 a 80 anos. São Assistidos com maior grau de autonomia, diagnosticados com deficiência física e/ou intelectual leve à moderada. Alguns são cadeirantes, mas todos amam passear e socializar, mesmo aqueles que se comunicam parcialmente, adoram bater um papo com quem encontram.

A Casa tem esse nome em homenagem a Carlo Mario Pensa, segundo sucessor de Dom Orione. Ele trilhou um caminho de santidade, seguindo os passos de São Luis Orione. Inicialmente, entrou para a Congregação como eremita, mas foi indicado para o sacerdócio pelo nosso santo fundador.  É considerado um dos pais da Congregação da Pequena Obra da Divina Providência. Como disse Dom Orione: “será lâmpada ardente que iluminará os passos dos nossos jovens e de muitas pessoas”.

  • CASA LAR DOM GIUSEPPE ZAMBARBIERI

Este Lar abriga apenas mulheres, atualmente com idades entre 30 a 50 anos. As Assistidas têm grande autonomia, adoram socializar, passear e criar laços entre si, com os funcionários e visitantes. São diagnosticadas com deficiência física e/ou intelectual leve a moderada. Convivem e agem como uma verdadeira família e amam receber carinho, abraços e longas conversas.

O nome desta Casa Lar é uma homenagem ao terceiro sucessor de São Luis Orione e um dos pais da nossa Congregação. Ainda no colégio, conheceu e ficou fascinado com nosso santo fundador, a quem serviu com filial devoção e inteligência. Desfrutou da grande estima de Dom Orione que reconheceu seu valor dizendo: “Tenho vários bons filhos, um é Zambarbieri. É uma pérola em todos os aspectos“. Viveu deixando nas pessoas, um perfume estimulante de santidade e humanidade.

  • CASA LAR BEATO FRANCISCO DRZEWIECKI

Neste Lar, exclusivamente feminino, acolhemos sete Assistidas entre 40 e 60 anos. São diagnosticadas com deficiência física e/ou intelectual leve a moderada e têm maior grau de autonomia. São muito responsáveis, sociáveis e adoram conversar. Dentro de casa, agem e se cuidam como uma família.

O nome desta Casa Lar é uma homenagem ao Beato polonês que fez parte da Pequena Obra da Divina Providência e sofreu as torturas de um campo de concentração. Antes de ser morto, Francisco disse “vou, mas ofereço meu sacrifício para Deus pela Igreja e pela pátria.”

  • CASA LAR FREI AVE MARIA

Este Lar também acolhe apenas mulheres, atualmente entre 20 e 50 anos. As Assistidas têm deficiência física e/ou intelectual moderada a grave. Dentro de casa, são muito afetivas e gostam de ter autonomia. A comunicação é limitada, mas todas amam se expressar do seu jeitinho e são super carinhosas e sociáveis.

O nome do Lar é homenagem a César Pisano, que aos 12 anos ficou cego e perdeu a fé em Deus. Ao entrar para a Congregação e receber o hábito das mãos do próprio São Luis Orione, sua vida mudou completamente. Tornou-se eremita e entregou sua vida para o Senhor e para Maria, seus dias foram, até o fim, apenas de oração e fé.

  • CASA LAR PADRE CARLOS STERPI

Este Lar acolhe apenas mulheres cadeirantes. Atualmente, as Assistidas têm entre 40 e 60 anos de idade. Todas são diagnosticadas com deficiência física e/ou intelectual de leve a moderada, além de algum grau de dependência para atividades da vida diária (AVD). Adoram bater um papo, são muito comunicativas e gostam muito de receber abraços e demonstrações de afeto.

O Lar homenageia o Venerável Carlos Sterpi, primeiro sucessor de São Luis Orione. Durante a fundação da Congregação a Pequena Obra da Divina Providência, Pe. Sterpi foi o braço direito de Dom Orione, agindo em favor dos ideais e valores, viveu fielmente o carisma do nosso fundador.

  • CASA LAR MAMA CAROLINA

A Casa Lar Mama Carolina leva o nome da mãe de São Luis Orione, nosso santo fundador, e acolhe exclusivamente idosas. Atualmente, são 9 mulheres, com idade entre 60 e 70 anos, com deficiência física e/ou intelectual e com algum grau de dependência para atividades da vida diária (AVD). Todas são muito sociáveis, comunicativas, amam receber visitas, ir para a Escola, participar das atividades no Complexo e criar laços de amizade.

O Lar homenageia Carolina Feltri, mulher forte e trabalhadora, que educou Dom Orione e seus outros filhos com base na oração, pureza, sacrifício e principalmente, amor aos que mais precisavam.

  • Unidade de Cuidados Prolongados – UCCI Santa Terezinha

A Unidade de Cuidados Prolongados Integrados Santa Terezinha foi inaugurada em 2018, para receber asilados hospitalares e desafogar leitos do SUS de Curitiba. Hoje, são acolhidos 33 Assistidos, pessoas que estavam sem contato ou abandonados pela família, e que recebem aqui, cuidados especializados em saúde.

O prédio é o mais antigo do Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo, inaugurado em 1971, com as bênçãos do sucessor de Dom Orione e do Papa Paulo VI. 

 

É nestas três frentes que se concentram todos os esforços do Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo. Com a missão de “cuidar das pessoas e transformar vidas”, a Organização atende crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos com múltiplas deficiências – de variados níveis de complexidade, abandonados ou que estavam submetidos a situações de risco – e asilados hospitalares.

Orientado pelos preceitos de São Luis Orione, santo italiano fundador da Pequena Obra da Divina Providência, responsável por multiplicar instituições voltadas ao atendimento de pobres doentes, o Pequeno Cotolengo nasce no Brasil em 1964, em São Paulo; e no ano seguinte, 1965, em Curitiba, no Paraná.

Desde então, se desenvolveu seguindo fiel ao Carisma de Dom Orione: “só a caridade salvará o mundo”. Assim, foram incorporados novos serviços e modalidades de atendimento e, também, ampliada a estrutura para cuidar de mais pessoas.

Atualmente, são acolhidas mais de 240 pessoas, com moradia e cuidados 24 horas por dia, durante os 7 dias da semana, com idades entre 2 e 88 anos. Os Assistidos moram em 8 Casas Lares e 4 Grandes Lares, dependendo da autonomia que possuem. A Organização também conta com uma Unidade de Cuidados Prolongados e oferta 22 especialidades e áreas de atendimento, com uma equipe de saúde altamente capacitada e equipamentos modernos. Na área da educação oferta ensino básico especial por meio da Escola Pequeno Cotolengo, que fica dentro do Complexo.

Hoje, é reconhecida como uma das maiores organizações do Brasil, referência no atendimento especializado e no acolhimento de pessoas com múltiplas deficiências, reabilitação e egressos do Sistema Único de Saúde (SUS). Todo serviço é oferecido de forma gratuita para os Assistidos.